Voltei a pegar na caneta sem saber bem como, nem o porquê.
Simplesmente peguei nela.
Abri o caderno e ela começou a escrever quase sem o meu consentimento; parece ter vontade própria.
No entanto, escreve o que sai dos meus pensamentos.
Parece ter qualquer ligação com o meu cérebro e desliza com uma rapidez impressionante.
Peço-lhe que pare. Mas não consegue.
E continua a escrever rapidamente como que suplicando que a acompanhe, que a ajude a progredir.
Voltei a deixar-me seduzir por ela e, por isso, de alguma forma, correspondo às suas súplicas.
Momento confuso.
Volto a debruçar-me sobre a dúvida.
A dúvida..
Mas qual dúvida?
Sei lá...
Nem isso sei.
E quero mas não posso.
Faço sem querer.
Penso mas não penso.
Escrevo, sem escrever.
E quase vivo, sem viver..
(30/03/2012)
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