Ultimamente tenho pensado muito em quem sou..
E tenho-me perdido nesses pensamentos sem nunca me encontrar..
Quando me apercebo do que me está a acontecer normalmente já é tarde para sair ilesa..
Por isso ali fico, quieta, calada,.. e eles penetram em mim.. os sentimentos.. medos.. angústias.. dor..
E como afastá-los depois? Como ganhar esta batalha?
Vou rasgando os corpos dos mesmos e sinto-me um pouco aliviada ao ver o fio de sangue escorrer lentamente..
Esse alívio traz-me um pouco de alento que me ajuda a levantar, limpar o suor e erguer de novo a espada,..
A visão da mesma dá-me confiança,.. mas.. os corpos não esmorecem,.. as feridas não são profundas e, de novo, ganham força..
E ali ficam a pairar, a ameaça de novo ataque,.. e eu sem forças, mas sem poder baixar a espada, sem poder deixar-me consumir.. e luto..
Luto sem saber bem porquê, numa busca incessante do meu eu..
Um eu que é múltiplo e que não sabe se sabe bem que ser é, se é só um ser, se é todos num,..
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