segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hoje, em conversa com uma amiga, apercebi-me de algo que talvez ainda não fosse claro para mim.
E talvez ainda não o seja...
Ainda assim, dei por mim a sentir vontade de escrever sobre isso.
Estarão agora, provavelmente, a interrogar-se que “isso” é esse.
Esse “isso” é estranheza.
A estranheza que podemos sentir em relação a nós, às nossas próprias ideias, aos nossos próprios sentimentos.
Tudo isto a propósito de uma troca de ideias sobre o que sentimos ou pensamos em relação a algo que fizemos.
No caso, tratava-se de um texto que escrevi, sem saber bem como, em relação ao qual venho a sentir essa estranheza.
Uma estranheza que parece distanciar-me totalmente desse conjunto de palavras que exprimi num dia qualquer.
Voltando a ler o que havia escrito, pareço totalmente alheada do texto.
Um alheamento que leva a que me pergunte “escreveste mesmo isto? Porquê?”
E esse alheamento afasta-me de forma a que encontre a resposta a essas questões.
“Sim, escrevi.”
E faz todo o sentido.
E sou eu.
E não é outra pessoa.
Sou mesmo eu.
Sou eu limpa de preconceitos.
Sou eu a sentir.
Sou eu a deixar-me levar.
Sou eu sem a preocupação, natural, a meu ver, de alguém que escreve algo que vai publicar.
Sou eu a ter liberdade.
Sou eu a ser eu.
E isso é bom.
Isso, é liberdade!
Ainda assim, talvez não seja claro.
Mas isso é um problema que hei-de resolver.
De uma ou de outra forma, hei-de resolver.
(02/04/2012)

1 comentário:

  1. Continuas a escrever muito bem, e isso é fantástico! Estou ansioso pelo próximo :)

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