Hoje, em conversa com uma amiga, apercebi-me de algo que talvez ainda não fosse claro para mim.
E talvez ainda não o seja...
Ainda assim, dei por mim a sentir vontade de escrever sobre isso.
Estarão agora, provavelmente, a interrogar-se que “isso” é esse.
Esse “isso” é estranheza.
A estranheza que podemos sentir em relação a nós, às nossas próprias ideias, aos nossos próprios sentimentos.
Tudo isto a propósito de uma troca de ideias sobre o que sentimos ou pensamos em relação a algo que fizemos.
No caso, tratava-se de um texto que escrevi, sem saber bem como, em relação ao qual venho a sentir essa estranheza.
Uma estranheza que parece distanciar-me totalmente desse conjunto de palavras que exprimi num dia qualquer.
Voltando a ler o que havia escrito, pareço totalmente alheada do texto.
Um alheamento que leva a que me pergunte “escreveste mesmo isto? Porquê?”
E esse alheamento afasta-me de forma a que encontre a resposta a essas questões.
“Sim, escrevi.”
E faz todo o sentido.
E sou eu.
E não é outra pessoa.
Sou mesmo eu.
Sou eu limpa de preconceitos.
Sou eu a sentir.
Sou eu a deixar-me levar.
Sou eu sem a preocupação, natural, a meu ver, de alguém que escreve algo que vai publicar.
Sou eu a ter liberdade.
Sou eu a ser eu.
E isso é bom.
Isso, é liberdade!
Ainda assim, talvez não seja claro.
Mas isso é um problema que hei-de resolver.
De uma ou de outra forma, hei-de resolver.
(02/04/2012)
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Pensar...
Penso tanto! Penso mesmo muito. E penso demais..
Penso até esgotar qualquer tipo de pensamento. Penso quase que de forma a corroer todo o pensamento.
Penso ao ponto de me esquecer de sentir.
E, quando sinto, sinto de forma aprisionada.
Sinto um sentir mais pensado que sentido.
Depois, começo a pensar.
E misturo tudo.
O sentir com o pensar e o pensar com o sentir.
E canso-me.
As ideias começam a girar de forma totalmente baralhada e já nem penso, nem sinto.
E, com isto, a frustração.
E a raiva.
E a culpa.
E o medo.
...
(02/04/2012)
Penso tanto! Penso mesmo muito. E penso demais..
Penso até esgotar qualquer tipo de pensamento. Penso quase que de forma a corroer todo o pensamento.
Penso ao ponto de me esquecer de sentir.
E, quando sinto, sinto de forma aprisionada.
Sinto um sentir mais pensado que sentido.
Depois, começo a pensar.
E misturo tudo.
O sentir com o pensar e o pensar com o sentir.
E canso-me.
As ideias começam a girar de forma totalmente baralhada e já nem penso, nem sinto.
E, com isto, a frustração.
E a raiva.
E a culpa.
E o medo.
...
(02/04/2012)
Difícil..
O que quero e não quero.
O que gosto e não gosto.
O que faço e não faço.
A estrada está vazia.
O caminho livre.
E a liberdade...
Mas... o que é a liberdade?
Talvez seja o poder de escolher.
A escolha é, no entanto, difícil.
O caminho a percorrer parece cada vez mais longo.
Ando, ando, ando..
O andar não cessa.
E o caminho continua livre.
Esquerda ou direita?
Posso escolher!
Sim, posso. Com toda a liberdade.
Mas a decisão dói.
Dói ter de escolher.
Os meus pés estão cansados de andar, todo o meu corpo está saturado.
Talvez não seja necessário andar mais.
Talvez possa parar.
A liberdade é também isso, não é?
Poder parar se quiser, se fizer essa escolha.
Porque hei-de ter de andar se quero é estar parada?
Porque hei-de correr se quero apenas andar?
Ah, sim, é isto?
Será isto?
Parece-vos isto?
Oh, é difícil...
(02/04/2012)
O que quero e não quero.
O que gosto e não gosto.
O que faço e não faço.
A estrada está vazia.
O caminho livre.
E a liberdade...
Mas... o que é a liberdade?
Talvez seja o poder de escolher.
A escolha é, no entanto, difícil.
O caminho a percorrer parece cada vez mais longo.
Ando, ando, ando..
O andar não cessa.
E o caminho continua livre.
Esquerda ou direita?
Posso escolher!
Sim, posso. Com toda a liberdade.
Mas a decisão dói.
Dói ter de escolher.
Os meus pés estão cansados de andar, todo o meu corpo está saturado.
Talvez não seja necessário andar mais.
Talvez possa parar.
A liberdade é também isso, não é?
Poder parar se quiser, se fizer essa escolha.
Porque hei-de ter de andar se quero é estar parada?
Porque hei-de correr se quero apenas andar?
Ah, sim, é isto?
Será isto?
Parece-vos isto?
Oh, é difícil...
(02/04/2012)
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