quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Era noite lá fora.
Cá dentro o silêncio, apenas o silêncio.
O silêncio de uma alma vazia, de um coração perdido e tristonho..
De repente, do silêncio, o som..
O som baixinho, leve, calmo...
Pequenos gemidos abafados que acompanham o escorregar das lágrimas que lhe banham o rosto..
E a sensação de que não vai parar..
Os braços amarram-lhe o corpo como que a protegê-lo do mundo, da vida, dos sonhos desfeitos..
Solta-se um pouco quando se magoa e sente o corpo estremecer como se lhe faltasse vida.
Tensão a percorrer todo o corpo, falta de força (...)
As lágrimas cedem, por fim, ao cansaço..
Mas o corpo, esse, parece não ceder..
Não consegue adormecer mas também não parece estar acordado...
14-08-2012